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GALERIA DE FOTOS


Recentemente foi aberto mais um espaço de interatividade e descontração. É a Galeria de fotos do Jeisiam Gomes.

Neste espaço encontra-se fotos de diversas atividades das quais participei, encontra-se fotos de lugares diversos e principalmente fotos dos meus amigos e pessoas que fazem parte da minha caminhada.

No album de fotos podem ser encontradas fotos de variedades diversas. Visite a Galeria de fotos CLICANDO AQUI ou através da aba no menu superior do Blog. 

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A fonte da missão

Todas as pessoas são chamadas à vida, à experiência da convivência e de relacionamentos fraternos. Elas são construtoras dos frutos da criação. O mundo está em suas mãos e ele deve ser trabalhado com todo carinho. Isto tem uma dimensão de espiritualidade muito grande, fundamentada na Palavra de Deus como fonte orientadora.

A Bíblia mostra Jesus como "o filho do carpinteiro", o construtor de peças que são necessárias para a realização da vida das pessoas. É o cumprimento de uma missão, entendido como vocação, como chamado para esse tipo de trabalho. Não falamos que Cristo tenha sido carpinteiro, mas lutou para que todos tivessem vida com dignidade e pudessem se beneficiar dos bens da criação.

A vocação, como fonte importante da missão, vem de Deus. Ninguém chama a si mesmo para alguma coisa. Assim aconteceu com os profetas, com os apóstolos e continua acontecendo com cada pessoa nos dias de hoje. O caminho da missão não é tão fácil. Há os desafios, as dificuldades, principalmente para aquele que faz uma opção pelo seguimento de Jesus Cristo.

Estamos no mundo dos grandes eventos, das aparências e de muitos efeitos especiais. O visual fala mais alto. A intenção é chamar a atenção das pessoas. Mas o chamado de Deus é diferente. Ele não faz alarde, barulho e nem apresenta fogos de artifício. O caminho é o da humildade e da confiança, levando a uma resposta de compromisso.

O vocacionado de Deus vive atitudes de simplicidade, sem soberba e destaque de grandeza. Ele permanece sempre fraco e frágil, porque a sua força está em Deus. É como diz Paulo: "Na fraqueza que se manifesta todo o meu poder". Por isto, a adesão ao projeto da missão tem que ser sempre renovado.

Há um caminho para a missão, que passa pelo encontro pessoal com Jesus Cristo, pela conversão, pelo discipulado e pela comunhão. Daí vem o serviço como realização da missão. Assim seremos instrumentos da ação de Deus no mundo e estaremos construindo o seu Reino de vida e de paz.




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DOM PAULO MENDES PEIXOTO
BISPO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP


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O tempero do mundo

De pouco adianta ao mundo dispor de filosofias esporádicas, que costumam ser volúveis ao extremo.

Periodicamente se apresentam ideologias que, num primeiro momento, parecem ser a palavra derradeira da humanidade. Mas não há nenhuma que ultrapasse os 100 anos de vigência, para depois ser vítima da voragem dos tempos, e ser substituída por outras.

São todos louváveis esforços humanos, mas padecem de autoridade para se impor. Os conceitos de bom senso, de justiça, de direito, de fraternidade, de verdadeira vida familiar, que de fato vigem entre os povos, direta ou indiretamente nascem da Igreja Católica.

Os próprios Direitos Humanos tem sua origem nas páginas do Evangelho - e ó curiosidade - às vezes são usados contra a própria Igreja, cujos filhos se esquecem desses valores perenes. É a vontade do divino Mestre que se cumpre, pois Ele queria que sua Igreja fosse sal da terra.

Há um aspecto pouco comentado, que transmite uma força incrível ao mundo moderno. É a presença do Papa, como mestre de pensamentos sólidos de teologia, de moralidade, de convivência pacífica, e de justiça. Haver essa pessoa, revestida de autoridade, cheia de fé e de zelo pela humanidade, é da vontade do próprio Mestre. Ele emprestou uma autoridade a São Pedro, que não foi concedida a nenhuma outra pessoa. “Tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos na fé” (Lc 22, 32).

As Escrituras do Novo Testamento são muito claras em dar a esse Apóstolo uma importância inequívoca de palavra e de decisões. Se Jesus queria esse serviço, então não restringiu sua iniciativa a São Pedro. Mas alargou essa missão para os seus sucessores, através dos tempos. As intervenções do Santo Padre não gozam de unanimidade. Muitos de seus ensinamentos são apodados de retrógrados, o até de medievais. Mas são a palavra do bom senso, do respeito pela pessoa humana. Como se está verificando na questão das células - tronco embrionárias.

A ciência, discretamente envergonhada, já descobriu que as células- tronco somáticas, substituem, com vantagens, as primeiras, sem eliminar vidas em formação. Ouçamos sempre com carinho os sábios ensinamentos de Bento XVI, e rezemos diariamente por ele, para que consiga cumprir sua missão.




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DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN SCJ
ARCEBISPO DE UBERABA, MG


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Nomeados os novos bispos para Olinda - Recife e Pelotas

Cardoso Sobrinho, de quem foi auxiliar no período de 2000 a 2005. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 1º de julho, pelo papa Bento XVI que aceitou o pedido de renúncia de dom José Cardoso com base no cânon 401, parágrafo 1º, que prescreve a renúncia do bispo ao completar 75 anos. Dom José fez 76 ontem (30/06).

Já o bispo de Tubarão (SC), dom Jacinto Bergmann, foi nomeado o novo bispo da diocese de Pelotas, no Rio Grande do Sul, sucedendo a dom Jayme Henrique Chemello, ex-presidente da CNBB. Dom Jayme, que no próximo dia 28 de julho completará 77 anos, também pediu a renúncia também por causa da idade. O anúncio de seu sucessor também foi feito hoje. O novo arcebispo de Olinda e Recife tem 62 anos, é pernambucano de Cabo de Santo Agostinho e foi ordenado padre pela Ordem de São Bento (OSB) em 1978. Nomeado bispo auxiliar de Olinda e Recife, recebeu a ordenação episcopal em agosto de 2000 e, em 2005, foi nomeado bispo da diocese de Sobral. Dom Antônio Fernando já foi presidente do Regional Nordeste 2 da CNBB. Seu lema episcopal é “Segundo a tua palavra”.

Dom Jacinto Bergmann, 57, é natural de Alto Feliz (RS). Ordenado padre em 1976, foi nomeado bispo auxiliar de Pelotas em 2002, onde ficou até 2004, quando foi transferido para Tubarão. Com mestrado em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma, exerceu inúmeras atividades antes do episcopado sendo, inclusive, subsecretário geral de pastoral da CNBB entre 2001 e 2002. Seu lema episcopal é “Em nome da Trindade”.
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Fonte CNBB

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O Senhor é bom - Festa de São Pedro e São Paulo

Em Pedro e Paulo, apóstolos do Senhor estão os alicerces da formação da Igreja de Jesus Cristo como entidade missionária. Os dois comunicaram o Evangelho de formas diferentes. Eles podem iluminar a nossa caminhada, principalmente para anunciarmos que o Senhor é bom e é segurança para todos nós.

A solidez da Igreja, mesmo com todas as reais fraquezas, com suas luzes e sombras, remonta a essas duas figuras, ambas martirizadas e sepultadas em Roma, dando àquela cidade a sua maior referência de unidade e estímulo para a existência da Igreja dois mil anos depois.


Pedro foi chamado por Jesus Cristo para confirmar os irmãos na fé. Ele era uma pessoa simples, mas foi capaz de entender o significado da revelação que Deus lhe fez. Um entendimento diferente dos grandes entendidos do tempo. O seu coração era sensível e aberto para Deus.


Deus usa dos fracos, como foi o caso de Pedro, para anunciar a Boa Nova de seu Reino. Ele faz dos simples guias de sua Igreja e os acompanha com sua força divina. O mesmo acontece com Paulo, que teve um encontro com o Senhor no caminho de Damasco, tornando-se o grande missionário dos povos e de todos os tempos.


Estamos encerrando o Ano Paulino. Foi um esforço de retomada dos grandes objetivos missionários do apóstolo Paulo de Tarso. Fica em nós o propósito evangelizador na nova cultura, enfrentando os desafios próprios de hoje, encarando os grandes areópagos vividos pelas pessoas dos novos tempos.

A nossa prática pastoral deve anunciar um Jesus histórico, que nasceu, viveu e morreu, mas indo além, entendendo e vivenciando o Jesus ressuscitado, o motivo primeiro da nossa fé cristã. Ressuscitado, Ele continua presente entre nós, nas comunidades e nas famílias.Devemos buscar na vida e no testemunho de Pedro e de Paulo o estímulo e a coragem para uma esperança cada vez mais firmada e assumida. Para isto é indispensável um encontro pessoal com Jesus Cristo, transformando a nossa vida em discípulos missionários convictos de nossa missão.




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Dom Paulo Mendes Peixoto
BISPO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP


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Festa da Natividade de São João Batista - (24 de junho)

João Batista era primo segundo de Jesus, uma vez que sua mãe Isabel era prima carnal de Maria, mãe de Jesus. João cresceu e tornou-se um grande profeta. Anunciava à penitência, o perdão dos pecados, a conversão e batizava as pessoas que aceitavam mudar de vida e pregava a chegada do Messias.


Um dia Jesus pediu a João para batizá-lo. Muito humilde, João achou que se alguém tivesse que fazer algum batismo esse alguém seria Jesus. Porém, com a insistência de Jesus, João fez o batismo.

João, segundo a Bíblia, era uma pessoa solitária, que vivia no deserto mas era muito popular. Certa vez condenou publicamente o fato do rei Herodes Antipas, da Galiléia, de ser amante da própria cunhada, Herodíades.

Salomé, filha de Herodíades, era dançarina e como tal dançou para o rei. Este ficou tão contente que ofereceu a Salomé qualquer o presente que ela quisesse. Herodíades, aproveitando-se da situação anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista na bandeja.

Geralmente vemos a imagem de João Batista como um menino carregando um cordeirinho. Isto é porque foi ele quem anunciou a chegada do Cordeiro de Deus. É o único Santo em que a comemoração é feita no dia de seu nascimento.




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Fonte: PASCOM - Diocese de Franca - SP


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Pastoral da Criança lança nova campanha

A Pastoral da Criança quer reduzir o número de mortes súbitas de bebês. Por isso lançou ontem, em Curitiba (PR), a campanha “Dormir de barriga para cima é mais seguro”. A pastoral estima que três mil crianças morrem por ano subitamente durante o sono, no País. Só no Paraná, de acordo com a Associação Paranaense de Pediatria, são registradas cerca de 80 mortes súbitas anuais de lactentes.

De acordo com a presidente da Pastoral da Criança, Zilda Arns, a ideia é alertar a população sobre a posição mais segura para que os bebês durmam sem riscos. “A posição de barriga para cima pode reduzir em até 70% o risco de morte súbita de crianças com até três meses de idade”, alerta.

Zilda afirma tratar-se de uma campanha inédita, idealizada a partir de um estudo realizado pelo doutor em epidemiologia Nelson Arns Neumann (filho de Zilda) e pelo pesquisador da Universidade Federal de Pelotas (RS), Cesar Victoria, que identificou o menor risco da posição decúbito frontal.

A presidente da pastoral conta que as informações da campanha estão sendo divulgadas no site da organização, www.pastoraldacrianca.org.br, onde também existe um espaço destinado a esclarecimentos de dúvidas. Segundo Zilda, um dos enfrentamentos da campanha é a questão cultural.

O presidente da Sociedade Paranaense de Pediatria, Aristides Schier da Cruz, ressalta que a ideia de que a posição de bruço evita que a criança se afogue com o refluxo precisa ser desmistificada.

“A dúvida que todos têm é o risco de bronco-aspiração. Isso é um medo teórico. Morte por bronco-aspiração é rara”, atesta o pediatra. Segundo ele, a posição de lado também é desaconselhada, pois o bebê pode facilmente virar o rosto para baixo e facilitar uma asfixia.
Aristides ainda salienta a importância da campanha quanto a outros fatores que podem colocar a criança em risco, como acomodá-la em um travesseiro muito fofo e o excesso de roupas.

“Quanto menos objetos estiverem no berço, menor é o risco de a criança se enroscar e se afogar”, afirma. A campanha ainda orienta as mães para que evitem fumar no mesmo ambiente do bebê. “As mortes súbitas acontecem três vezes mais em famílias com fumantes”, alerta o doutor Aristides. A campanha da Pastoral conta com apoio do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).


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Fonte: CNBB

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Campanha da Fraternidade 2011: escolhidos o tema e o lema

Aconteceu nos dias 15 e 16 a reunião do Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB (Consep), em Brasília. Esta reunião teve o intuito de avaliar a Campanha da Fraternidade 2009 (CF) “Fraternidade e Segurança Pública” e escolher os temas e lemas para a Campanha de 2011.

“A reunião acontece todos os anos e tem como finalidade avaliar a campanha do ano corrente, apresentar a campanha do ano seguinte e a escolha do tema e do lema para a campanha de dois anos depois”, afirmou o secretário executivo da CF, padre José Adalberto Vanzella.

Ficou escolhido então que em 2011 o tema será “Fraternidade e a vida no planeta” e o lema “A criação geme em dores de parto”. E em 2010, a Campanha será ecumênica e terá como tema “Economia e vida” e lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, escolhido no ano passado.

A avaliação da CF 2009 é feita pelo Consep, juntamente com os responsáveis pela Campanha da Fraternidade nos Regionais e pelos assessores da CNBB.

O padre José Vanzella, apresentou os números da avaliação colhidos a partir de questionários enviados às dioceses e regionais. A análise dos dados, enviados pela internet, teve o auxílio da professora da Universidade Católica de Brasília (UCB), Maria Valéria. O resultado mostra que a Campanha foi realizada com êxito e que a Via Sacra foi um dos subsídios mais usados pelas paróquias.

Uma preocupação do Consep foi o baixo número de dioceses que participaram da avaliação, apenas 17% respondendo ao questionário. Segundo padre Vanzella, esse número aumentou em relação ao ano passado.

Ainda de acordo com o padre Vanzella, após a escolha dos temas o próximo passo será a realização de um seminário que acontecerá nos dias 10 e 11 de setembro, na sede da CNBB em Brasília, para estabelecer os assuntos e as estruturas para a Campanha de 2011 e, posteriormente, apresentá-las para aprovação dos bispos.
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CNBB

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Festa ao Sagrado Coração de Jesus - 19 de junho

Festa
Os Santos Padres muitas vezes falaram do Coração de Cristo como símbolo de seu amor, tomando-o da Escritura: "Beberemos da água que brotaria de seu Coração....quando saiu sangue e água" (Jo 7,37; 19,35).

Na Idade Média começaram a considera-lo como modelo de nosso amor, paciente por nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe nosso coração (santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a Grande, Margarita de Cortona, Angela de Foligno, São Boaventura, etc.).

No século XVII estava muito expandida esta devoção. São João Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública do Sagrado Coração.

Em 1673, Santa Margarida Maria de Alocoque começou a ter uma série de revelações que a levaram à santidade e ao impulso de formar uma equipe de apóstolos desta devoção. Com seu zelo conseguiram um enorme impacto na Igreja.

Foram divulgados inúmeros livros e imagens. As associações do Sagrado Coração subiram em um século, desde meados do XVIII, de 1000 a 100.000. umas vinte congregações religiosas e vários institutos seculares foram fundados para estender seu culto de mil formas.

O apostolado da Oração, que pretende conseguir nossa santificação pessoal e a salvação do mundo mediante esta devoção, contava já em 1917 com 20 milhões de associados. E em 1960 chegava ao dobro em todo o mundo, passando de um milhão na Espanha; suas 200 revistas tinham 15 milhões de inscrições. A maior instituição de todo o mundo.

A Oposição a este culto sempre foi grande, sobretudo no século XVIII por parte dos jansenistas, e recebeu um forte golpe com a supressão da Companhia de Jesus (1773).Na Espanha foram proibidos os livros sobre o Sagrado Coração. O imperador da Áustria deu ordem que desaparecessem suas imagens de todas as Igrejas e capelas. Nos seminários era ensinado: "a festa do Sagrado Coração provocou um grave mancha sobre a religião".

A Europa oficial rejeitou o Coração de Cristo e em seguida foi assolada pelos horrores da Revolução francesa e das guerras napoleônicas. Mas depois da purificação, ressurgiu de novo com mais força que nunca.

Em 1856 Pio IX estendeu sua festa a toda a Igreja. Em 1899 Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus (o Equador tinha se consagrado em 1874).

E a Espanha em 1919, em 30 de maio, também se consagrou publicamente ao Sagrado Coração no Monte dos Anjos. Onde foi gravado, sob a estátua de Cristo, aquela promessa que fez ao pai Bernardo de Hoyos, S. J., em 14 de maio de 1733, mostrando-lhe seu Coração, em Valladolid (Santuário da Grande Promessa), e dizendo-lhe: "Reinarei na Espanha com mais Veneração que em muitas outras partes" (Até então a América também era Espanha).

Liturgia
A liturgia é o culto público, quer dizer, os atos sagrados que por instituição de Cristo ou da Igreja, em seu nome, são realizados seguindo os livros litúrgicos oficiais.

Evidentemente refletem de modo autêntico o sentir e a fé da Igreja. Na liturgia são verificados especialmente a potestade de magistério. Quando o magistério propõe aos fiéis como devem render culto a Deus, tem uma particular assistência do Espírito Santo para não equivocar-se e oferecer um caminho certo e seguro de santificação, já que se trata da mais importante finalidade da Igreja.

Onde principalmente se ensina aos fiéis a doutrina e a vida cristã, é na Missa. Pois, bem, o culto público ao Sagrado Coração, foi canonizado em 1765 por Clemente XIII, ao introduzir sua festa litúrgica, com Missa e ofícios próprios.

Este ensinamento, mediante a liturgia, é dada pela Igreja com frases suas ou com frases tomadas da Escritura (quer em seu sentido próprio, quer em seu sentido ajustado). Nas recentes modificações introduzidas com novas leituras e o evangelho na nova missa do Sagrado Coração , o tema bíblico dominante é o do amor a Cristo que se apresenta como Bom Pastor.

A importância que a Igreja concede atualmente ao Sagrado Coração, esta sublinhada pela categoria de sua festa, solenidade de primeira classe, das quais há somente 14 ao ano no calendário universal.

Além disso, a festa de Cristo Rei, também solenidade de primeira classe, esta estreitamente unida à espiritualidade do Sagrado Coração. Pio XI declarou ao instituí-la que precisamente a Cristo é reconhecido como Rei, por famílias, cidades e nações, mediante a consagração a seu Coração. E determinou que em tal festa fosse renovado todos os anos a consagração do mundo ao Coração de Cristo.

Toda esta atitude litúrgica da Igreja tem a finalidade de estimular nossa prática cristã pondo especial interesse em celebrar sua festa: comungando, assimilando seus ensinamentos, utilizando as orações litúrgicas, a consagração, etc. Como dizia Pio XI na encíclica Quas primas: "As celebrações anuais da liturgia têm uma eficácia maior que os solenes documentos do magistérios para formar ao povo nas coisas da fé".


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ACI - Digital

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Estamos salvos?

Para nós que temos fé na vida eterna, resta sempre a grande interrogação: será que eu vou me salvar? É evidente que para o nosso bom Pai Criador existe a vontade de nos salvar, em todos os âmbitos.


Essa vontade se estende para a saúde, para o sentido de nossa vida, para as nossas relações sociais, para a nossa profissão. Mas a salvação por excelência é a salvação eterna, pela qual Deus quer que estejamos para sempre com Ele. Na carta a Timóteo São Paulo afirma: “Deus quer que todos os homens se salvem” (1 Tim 2,4).


Portanto, só a nossa persistência no mal pode nos afastar da salvação derradeira. Para continuar a conversa, queremos afastar, para bem longe, aquela idéia da predestinação.


Essa é uma idéia idiota (desculpem a força da expressão), pela qual alguém poderia achar que é inútil trabalhar pela salvação eterna, pois Deus já sabe de antemão se vamos nos perder ou salvar. Nada nos caberia fazer. Isso seria uma paralisação geral de nossos ideais. Mas como gostaríamos de saber de antemão, se vamos alcançar a salvação, vou dar três critérios que nos fortalecem na caminhada. Pois a Escritura diz: “Porque na esperança fomos salvos” (Rom 8, 24).


Já somos salvos, mas na esperança. Ei-los:

1 – Quem se deixa dirigir pelo Espírito Santo e vive seus dons, já pode ter certeza de que a salvação acontecerá. As pessoas pacíficas, as que trabalham pela unidade de todos, as que rezam, as que fazem a caridade, podem aplicar a si: “Todos os que se deixam dirigir pelo Espírito, são filhos de Deus” (Rom 8, 14). Se são filhos, então já estão na casa do Pai.


2 – Quem segue os mandamentos, quem procura se purificar do mal, ou luta contra o pecado, quem obedece aos ensinamentos de Jesus, carrega em si o sinal de que será salvo. “Se obedecerdes aos meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (Jo 15, 10). Aquele que é amado por Jesus, jamais se perderá. Mas é preciso mostrar serviço.


3 – Quem ama a Missa, gosta da Eucaristia dominical, e recebe a Comunhão com fé, garantidamente tem o penhor da salvação. Carrega em sua alma o selo, o sinal da escolha divina. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna” (Jo 6, 54). Ó certeza confortadora!




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DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN SCJ
ARCEBISPO DE UBERABA, MG


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SANTO ANTONIO - (Breve história)

Protetor dos pobres, o auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa.

Contam os livros que o santo nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195, e recebeu no batismo o nome de Fernando. Ele era o único herdeiro de Martinho, nobre pertencente ao clã dos Bulhões y Taveira de Azevedo. Sua infância foi tranqüila, sem maiores emoções, até que resolveu optar pelo hábito. A escolha recaiu sobre a ordem de Santo Agostinho.Os primeiros oito anos de vida do jovem frei, passados nas cidades de Lisboa e Coimbra, foram dedicados ao estudo. Nesse período, nada escapou a seus olhos:

desde os tratados teológicos e científicos às Sagradas Escrituras. Sua cultura geral e religiosa era tamanha que alguns dos colegas não hesitavam em chamá-lo de "Arca do Testamento".

Reservado, Fernando preferia a solidão das bibliotecas e dos oratórios às discussões religiosas. Bem, pelo menos até um grupo de franciscanos cruzar seu caminho. O encontro, por acaso, numa das ruas de Coimbra marcou-o para sempre. Eles eram jovens diferentes, que traziam nos olhos um brilho desconhecido. Seguiam para o Marrocos, na África, onde pretendiam pregar a Palavra de Deus e viver entre os sarracenos.

A experiência costumava ser trágica. E daquela vez não foi diferente. Como a maioria dos antecessores, nenhum dos religiosos retornou com vida. Depois de testemunhar a coragem dos jovens frades, Fernando decidiu entrar para a Ordem Franciscana e adotar o nome de Antônio, numa homenagem à Santo Antão. Disposto a se tornar um mártir, ele partiu para o Marrocos, mas logo após aportar no continente africano, Antônio contraiu uma febre, ficou tão doente que foi obrigado à voltar para a casa. Mais uma vez, os céus lhe reservava novas surpresas. Uma forte tempestade obrigou seu barco a aportar na Sicília, no sul da Itália. Aos poucos, recuperou a saúde e concebeu um novo plano: decidiu participar da assembléia geral da ordem em Assis, em 1221, e deste modo conheceu São Francisco pessoalmente.

É difícil imaginar a emoção de Santo Antônio ao encontrar seu mestre e inspirador, um homem que falava com os bichos e recebeu as chagas do próprio Cristo. Infelizmente, não há registros deste momento tão particular da história do Cristianismo. Sabe-se apenas que os dois santos se aproximaram mais tarde, quando o frei português começou a realizar as primeiras pregações. E que pregações! Santo Antônio era um orador inspirado. Suas pregações eram tão disputadas que chegavam a alterar a rotina das cidades, provocando o fechamento adiantado dos estabelecimento comerciais.

De pregação em pregação, de povoado em povoado, o santo chegou a Pádua. Lá, converteu um grande número de pessoas com seus atos e suas palavras. Foi para esta cidade que ele pediu que o levassem quando seu estado de saúde piorou, em junho de 1231. Santo Antônio, porém, não resistiu ao esforço e morreu no dia 13, no convento de Santa Maria de Arcella, às portas da cidade que batizou de "casa espiritual". Tinha apenas 36 anos de idade.


O pedido do religioso foi atendido dias depois, com seu enterro na Igreja de Santa Maria Mãe de Deus. Anos depois, seus restos foram transferidos para a enorme basílica, em Pádua. O processo de canonização de frei Antônio encabeça a lista dos mais rápidos de toda a história. Foi aberto meses depois de sua morte, durante o pontificado de Papa Gregório IX, e durou menos de ano.


Graças a sua dedicação aos humildes, Santo Antônio foi eleito pelo povo o protetor dos pobres. Transformou-se num dos filhos mais amados da Igreja, um porto seguro a qual todos – sem exceção – podem recorrer. Uma das tradições mais antigas em sua homenagem é, justamente, a distribuição de pães aos necessitados e àqueles que desejam proteção em suas casas.


Homem de oração, Santo Antônio se tornou santo porque dedicou toda a sua vida para os mais pobres e para o serviço de Deus.


Diversos fatos marcaram a vida deste santo, mas um em especial era a devoção a Maria. Em sua pregação, em sua vida a figura materna de Maria estava presente. Santo Antônio encontrava em Maria além do conforto a inspiração de vida.

O seu culto, que tem sido ao longo dos séculos objeto de grande devoção popular é difundido por todo o mundo através da missionação e miscigenado com outras culturas (nomeadamente Afro-Brasileiras e Indo-Portuguesas).

Santo Antônio torna-se um dos santos de maior devoção de todos os povos e sem dúvida o primeiro português com projeção universal.

De Lisboa ou de Pádua, é por excelência o Santo "milagreiro", "casamenteiro", do "responso" e do Menino Jesus. Padroeiro dos pobres é invocado também para o encontro de objetos perdidos.
Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.




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11ª ROMARIA DA TERRA E DA ÁGUA DO PIAUÍ: Um olhar sobre a realidade

Eu vi a opressão do meu povo no Egito, ouvi os gritos de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos. Desci para libertá-los das mãos dos egípcios e fazê-los sair desse país para uma terra boa e esperançosa, terra onde corre leite e mel...” (Ex 3, 7-8)

Terra, água, meio ambiente, desenvolvimento sustentável, migração e trabalho escravo são questões que interessam a todas as pessoas, pois, os elementos naturais, como a terra e água, fauna e flora, são elementos que permitem o milagre da vida. Portanto, não devem ser usados como bem privatizado e como fonte de lucro e sim, para o bem comum.

Mas o que percebemos hoje em nossa realidade são ações predatórias que negam à maioria das pessoas o direito a ter vida digna. O modelo de desenvolvimento usado pelos governantes é agressivo à vida humana e a todas as espécies que habitam o planeta terra. O monopólio das riquezas e a concentração das terras e das águas e também a forma descomprometida de fazer política vem acentuando, ao longo de nossa história, situações de estrema pobreza e estrema riqueza.

O Piauí, enquanto um dos Estados mais empobrecidos do Brasil, tem um povo pobre e sofredor por conta dos descasos de seus governantes, da politicagem e da falta de oportunidades. Como podemos observar a partir dos dados a seguir:


  • 25,8% dos piauienses não sabem ler nem escrever e 21,9% só possuem o ginasial incompleto (Pesquisa CERIS/2004 CNBB);

  • O Piauí é o segundo Estado a exportar mão-de-obra escrava para o restante do país (OIT/DRT-PI);

  • Dos dez municípios mais pobres do Brasil oito estão no Piauí (IBGE/2007);
    - 80% da população economicamente ativa (PEA) vive até com dois salários mínimos (OIT/DRT-PI);

  • 55,27% da renda produzida no Estado é apropriada por apenas 10% da população, que é mais rica (Atlas Brasil/2000);

  • Somente 15,15% da renda produzida no Estado está nas mãos de 60% da população mais pobre (Atlas Brasil/2000).

Apenas para citar alguns dados de nossa realidade. Ainda segundo os dados do IBGE verifica-se que nos últimos dez anos esta realidade de pobreza, de falta de saúde e de educação não mudou. O Piauí tem a menor renda por pessoa do país: cada piauiense possui a menor renda individual de nosso país. Todo esse quadro só reforça e mantém a migração forçada e o trabalho escravo.

“Nossa civilização ainda é escravocrata. Só vale no Brasil quem tem grana, ouro e prata. Os ricos e ladrões sequestram os pobres e o sistema mata. Com a globalização o mundo rápido avançou. Trocam homem por máquina e o emprego se acabou. A escravidão no Brasil apenas modernizou” (Pedro Costa - Repentista).

Estes problemas são históricos, mas tem se agravado à medida que os governos, tanto do Brasil, quanto do Piauí, priorizam um modelo de desenvolvimento que depreda o meio ambiente, aumenta a pobreza, a miséria e a exclusão e fortalece as grandes empresas. Não precisamos sair do nosso Estado em busca da Terra Prometida. O Piauí é a terra onde corre leite, mel e água também. O Piauí possui uma grande rede hidrográfica, formada por vários rios importantes, como: Parnaíba, Poti, Igaraçu, Piauí, Canidé, Gurguéia, Camurupim, São Miguel e outros. Possui o segundo maior lençol freático do mundo; tem um dos maiores rebanhos de caprinos do Brasil; possui uma rica e abundante fruticultura e tem o melhor mel do país. Mas tudo isso hoje agoniza, tem seus dias contados, por causa da poluição, dos grandes projetos de soja, mamona, eucalipto, desertificação, queimadas e do descaso político.

Este ano enquanto realizamos a 11ª Romaria da Terra e da Água do Piauí, o mundo todo celebra o aniversário de 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que traz no seu artigo quarto, o seguinte: “Ninguém será mantido em escravidão ou servidão”. Lutemos, hoje e sempre, pelo fim da migração forçada, do trabalho escravo e por uma vida digna para todas as pessoas numa terra onde corre leite e mel.

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(TEXTO-BASE EM PREPARAÇÃO PARA A
11ª ROMARIA DA TERRA E DA ÁGUA DO PIAUÍ)

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Atualidade do Carisma Franciscano

Construir a Igreja: este é o significado das palavras do Crucifixo de São Damião a Francisco: “Vai, restaura a minha casa”; esta a importância das palavras evangélicas por ele escutadas na Porciúncula: “Andando pelos caminhos, pregai que o reino dos céus está próximo” (Mt 10,7). A Igreja restaura-se com os mesmos esforços com que se edifica, isto é, com o anúncio da palavra que salva.

Mérito de Inocêncio III é o de ter reconhecido e acolhido em Francisco e nos seus frades um “dom” providencial enviado por Deus à sua Igreja, para a salvação do mundo. Depositária deste “dom” eclesial é a Ordem dos Frades Menores. Cabe à fraternidade franciscana, através das suas Famílias e dos vários componentes do franciscanismo, torná-lo vivo e operante na Igreja de hoje.

A atualidade da evangelização para a edificação da Igreja pode-se avaliar à luz dos principais “eventos salvíficos” que interessam e caracterizam a vida da Igreja destes últimos anos, tais como: O Concílio Vaticano II, com a reflexão realizada pela Igreja sobre si mesma e sobre a sua missão no mundo; as Assembleias dos Sínodos dos Bispos de 1974, de 1977 e de 1983 com os assuntos abordados nelas, isto é, “A Catequese”, “A Reconciliação e a Penitência na missão da Igreja”; a importância profética de dois pontificados, o de Paulo IV e o de João Paulo II, que com as viagens apostólicas se tornaram evangelizadores itinerantes. A recuperação das missões ao povo por obra dos missionários itinerantes; o recente Conselho Plenário da Família dos Frades Menores sobre a “Evangelização” e o Documento da Bahia.

Construir a Igreja: é o assunto das catequeses desenvolvidas por Paulo IV nas audiências gerais de quarta-feira durante o verão de 1976. No primeiro destes discursos, ele afirmava: “A construção da Igreja que Cristo mesmo está operando na história, uma construção que para nós, filhos do tempo, está, pode-se dizer, sempre no princípio. Todo o trabalho realizado nos séculos que nos precederam não nos exonera da colaboração com o construtor divino, antes nos chama, não somente a uma fiel tarefa de conversão... Chama-nos a recomeçar do início, como zelosos guardas daquilo que a história autêntica da Igreja acumulou para esta e para as gerações futuras, mas também conscientes de que o edifício, até o último dia do tempo, exige trabalho novo, exige construção cansativa, renovada, genial como se a Igreja, o edifício divino, devesse começar hoje o seu aventuroso desafio às alturas do céu”. A Igreja constrói-se aproximando Cristo dos homens do nosso tempo com todas as suas vicissitudes, com todos os seus problemas sociais, econômicos, políticos e culturais, a fim de que Cristo possa ser “Caminho, Verdade e Vida” para o homem do nosso tempo.

Trabalhar com o “divino construtor” na edificação da Igreja em conformidade com o “dom” dado por Deus a Francisco de Assis e nas pegadas de uma fila enumerada de confrades que no curso da história multissecular do franciscanismo tornaram vivo e operante este “dom”: a isto são chamados os franciscanos de hoje; a isto são solicitados pelas vozes autorizadas de Paulo VI e de João Paulo II. Também estes, como Francisco, podem contribuir na construção da Igreja segundo o dom que receberam e de que são depositários para as gerações futuras: retomando o caminho da evangelização, isto é, andando para anunciar a paz e para pregar a todos a salvação que Deus operou em Jesus Cristo.



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Estudos sobre o Franciscanismo das Origens


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O CRUCIFIXO DE SÃO DAMIÃO: Visto e vivido por São Francisco


O Crucifixo da Igrejinha de São Damião, teve um papel decisivo na vida de São Francisco. O Cristo com os grandes olhos abertos, olhando o mundo, tocou profundamente a sua vida. Este Cristo vivo, fonte de luz e de vida, ao seu redor, já venceu a paixão e a morte.

Mostra-se o Senhor da vida, glorioso em sua majestade de Filho do Pai, como Cordeiro imolado e exaltado: “Quanto a mim, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”. (Jo 12,32)
Sete vezes ao dia, Francisco celebrava o Ofício da Paixão. De fato os textos do Oficio da Paixão revelavam realmente um Cristo vivo, glorioso, Cristo Senhor, Filho do Pai, Deus homem, que sofre, morre e ressuscita, sobe ao céu para a direita do Pai, donde virá na glória para julgar. Um Cristo Cordeiro de Deus, que se une intimamente à vontade do Pai Santíssimo, convidando todas as criaturas, homens, anjos... a bendizer, louvar e agradecer pelo bem da salvação. Percebe-se a relação existentes dos salmos do Ofício da Paixão e o Crucifixo de São Damião.

No Evangelho de São João, o Senhor fala de sua Paixão como se já tivesse vencido o mundo, a morte e o mal, pedindo ao Pai para ser glorificado na terra. “Vós tereis tribulações no mundo, mas tende confiança, eu venci o mundo”. Assim falou Jesus. Enfim, com os olhos erguidos ao céu, disse: “Pai, é chegada a hora, glorifica o teu Filho, para que o teu Filho de glorifique... Eu te glorificarei na terra, concluí a obra que me encarregaste de realizar. E agora, glorifica-me ó Pai, junto de Ti...” (Jo 16,33. 17, 1-4). Não me parece que se possa duvidar que esta “gloriosa” Paixão seja descrita em grande parte também pelo Crucifixo de São Damião.

Realmente, impressiona logo este Cristo que está ereto sobre a cruz, em vez de pendurado e está de olhos abertos, olhando o mundo. Este Cristo vivo, fonte de luz e de vida, ao seu redor, já venceu a morte.

O conteúdo do Ofício da paixão revela a vida trinitária de Maria, como filha-serva do Pai, esposa do Espírito Santo e Mãe de Cristo, Senhor e Mestre (cf. Jo 13, 13-14). Esta Maria – Mãe feita Igreja, como Francisco diz, está sempre intimamente unida ao seu Filho no mistério pascal, e ao lado d’Ela também nós, com todo o céu e toda a terra, junto com João como nos mostra o Crucifixo de São Damião.

No tempo de Francisco a imagem de Cristo crucificado estava no centro das Igrejas, ao menos nas secundárias, onde não era conservado o Santíssimo. Então Francisco, pensando numa Igreja particularmente abandonada e pobre, rezava e pedia que se rezasse: “Nós vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas Igrejas que estão espalhadas pelo mundo inteiro e vos bendizemos, porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.” (Tst. 6 – 1Cel 45).

Provavelmente o Crucifixo permaneceu em São Damião até que as Irmãs Pobres (Irmãs Clarissas), em 1257, o levarem consigo à nova Basílica de Santa Clara. Elas guardaram o seu tesouro no interior do coro monástico por diversos séculos. Só a partir de 1958 é que ficou exposto sobre o altar, ao lado da capela do Santíssimo.


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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Inundações e secas voltarão a ocorrer se não diminuir o aquecimento global”, alerta pesquisador

Palestrantes de simpósio internacional mostram cenários e desafios de combate ao aquecimento global. Evento continua na terça-feira com foco em políticas governamentais: florestal, agrária e energética.

Começou na manhã desta segunda-feira, 8 de junho, o Simpósio Internacional “Mudanças Climáticas e Justiça Social”, em Brasília/DF. O evento vai até o dia 10 de junho e é organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, pela agência católica alemã Misereor e por entidades parceiras.

O professor do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), Tércio Ambrizzi, destacou os principais pontos que afetam a sociedade e o meio ambiente. “O aquecimento global está por toda parte. Não há um país que não sinta essa mudança hoje. As temperaturas já não são as mesmas, os furacões começam a chegar ao Brasil, o nível do mar sobe, tudo isso em decorrência do aquecimento global”, frizou.

Os cenários apresentados pelo professor da USP revelam que o aumento da temperatura, o aumento do nível do mar e a concentração de dióxido de carbono (CO2) contribuem para as mudanças climáticas. “Se esses dados continuarem a se expandir, o Brasil vai assumir uma nova identidade com impactos diretos à agricultura, e mais presença de secas e inundações nos próximos anos”, alertou.

As comunidades mais pobres são as que mais sofrem as consequências do desmatamento e da emissão de gases do efeito estufa. “O aumento da temperatura e do nível do mar vai atingir principalmente os mais pobres. É preciso estar atentos a esse fato que atinge diretamente os brasileiros”. Segundo Ambrizzi, nos últimos 30 anos, a temperatura da Terra subiu 0,5ºC. O nível do mar subiu entre 1 e 2º. “Se o mar sobe mais meio grau, pode ocorrer sérios danos em muitos pontos do litoral brasileiro. Se a temperatura subir, muitas regiões podem sofrer”.

Tércio Ambrizzi advertiu para a importância da ligação que deve existir entre governo, meios de comunicação, ciência, academia e a sociedade organizada para evitar catástrofes no país e no mundo. “Os desastres que aconteceram no Norte e Nordeste já havia sido identificado pelos centros de meteorologia. Foi divulgado que havia grandes chances de cair muito volume de chuvas e nada foi feito. Esperou-se que caísse e ocorresse o que todos nós já sabemos”, criticou o pesquisador.

Para o professor da USP, políticas públicas voltadas ao meio ambiente são urgentes para um futuro seguro. “É preciso aumentar a capacidade de ações humanitárias e desenvolver sistemas de alerta mais eficazes sobre as mudanças climáticas”, concluiu o pesquisador.
Palestrante alemã sugere acordo global para reverter mudanças no clima

A palestrante alemã, Katrin Vohland, deu ênfase aos “Aspectos Globais das Mudanças Climáticas”. Segundo ela, as indústrias poluentes são as principais responsáveis pela mudança no clima. “Para reverter a situação, a ciência, o governo e a sociedade organizada devem se apoiar em cinco grande pilares de um acordo global: investir em pesquisa e desenvolvimento; controlar o mercado de carbono; evitar o desmatamento e a degradação; desenvolvimento sustentável e adaptação”, avaliou a pesquisadora.

Vohland ressaltou que apenas recursos financeiros não são suficientes para frear as mudanças climáticas. “Investimentos são necessários, mas o dinheiro não é suficiente. É preciso alimentar a produção de desenvolvimento sustentável”.

Para a pesquisadora, é preciso “considerar os segmentos mais pobres da sociedade, por serem vulneráveis; vincular proteção climática à redução da pobreza e interligar políticas de desenvolvimento com sustentabilidade”.

A exposição foi mediada pelo professor do curso de engenharia ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB), Genebaldo Freire Dias
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Matéria enviada por email (Assessoria da CNBB)

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MAPA DOS PAÍSES VISITANTES

VISITAS DESDE 01/01/2009